10 de novembro de 2007

Quando os famosos se apaixonaram

O tempo passou e a indústria da moda foi adotando o Jeans em suas linhas de produção. Mas o dito ainda não havia virado revolução. Isso veio a acontecer a partir da década de 1950, quando os queridinhos do cinema, do rádio e TV começaram a adotar a peça como uma segunda pele. Ao vê-lo colado nas pernas de Elvis Presley, Marlon Brando, James Dean, Marilyn Monroe, a turma da saia rodada, do sapatinho de verniz e da calça social pirou. O que era aquilo? No requebrado do rei do rock, parece que a criação de Strauss tomava um novo sentido. Na dança dos quadris de Elvis havia algo místico-mágico-religioso, que levaria adolescentes de todas as idades à beira de catarse pessoal. Os beatniks adotaram, assim como os rockers e mais tarde todo mundo. E olha que eles nem imaginavam que o que estavam fazendo. Que a própria calça que usavam se tornaria uma espécie de símbolo daquilo tudo, levando a humanidade a repensar uma série de conceitos e comportamentos.

Depois disso, o mundo jamais seria o mesmo. Vieram os Beatles, Bob Dylan, Jimi Hendrix, Janis Joplin. Veio Woodstock e os outros festivais de paz e amor. Vieram existencialistas, hippies, progressivos, punks, yuppies, darks, new wave, pós-modernos... E todos embarcaram na mesma onda - vestidos de jeans, claro. No Brasil, acontece a mesma coisa. Somos o segundo mercado de jeans no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.